|
| Popularização |
| O exemplo do AíVale |
| Rosângela Santiago |
 |
|
 |
| |
| |
 |
Participantes do AíVale
Aplicações diversificadas no mercado de ações |
|
O programa de popularização Bovespa Vai Até Você dá mais frutos, como a formação de mil novos clubes de investimentos desde 2002. Um deles, o AíVale, é um bom exemplo. Foi criado em maio de 2005 por um grupo de funcionários seniores da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e coligadas, inclusive aposentados e pensionistas. Eles já haviam participado de outro clube com ações da Vale, vendidas para o BNDES.
Em apenas um ano, o AíVale acumula um patrimônio líquido de R$ 2,402 milhões. “Com o Projeto Bovespa Vai à Vale, realizado em 2005, percebi que era melhor aproveitar a experiência adquirida e constituir um novo clube e, assim, juntei 13 funcionários e demos o pontapé inicial”, explica o supervisor de programação e planejamento de manutenção mecânica da empresa, Eustáquio Mafra, que quer compartilhar sua experiência em mercado de capitais com aplicadores potenciais. “São mais de 70 mil funcionários e vamos montar um planejamento estratégico para atingir os 14 Estados onde a empresa tem filiais e também os 18 países onde atua”. Segundo Mafra, “as pessoas ainda têm medo de investir em ações, mas sempre falo que de 2000 para cá as mudanças nas exigências tornaram o mercado bastante seguro. Claro que há o risco das empresas, mas há credibilidade e temos o conhecimento a nosso favor”.
Os aportes iniciais dos participantes do AíVale começam em R$ 50,00. O clube não aplica apenas em ações da Vale. Com a assessoria da corretora Ativa, responsável pela gestão, diversificou a carteira, onde estão papéis de bancos (24,27%), de petróleo e gás (23,42%); de mineração (19,57%), além de participações menores em energia, siderurgia, telecomunicações, petroquímica e construção. Segundo o analista de qualidade da Vale e participante do clube, Celso Rodrigues, as definições de investimento obedecem aos básicos da Naic, uma associação de investimentos norte-americana fundada em Detroit, em 1951. Os principais são: investir com regularidade, independentemente das perspectivas do mercado; reinvestir todos os lucros; investir em empresas em crescimento; diversificar para reduzir o risco; e boa governança corporativa. O resultado do AíVale é uma rentabilidade acumulada de 53,56% (até 3/2/2006) para os 201 associados.
A Ativa criou, em seu site, uma página destinada exclusivamente aos cotistas da Vale (http://www.ativactv.com.br/aivale.asp). “Além disso, temos um canal de comunicação único para os funcionários da companhia, um 0800 próprio, equipe e facilitamos a forma de acesso, possibilitando a transferência de capital a partir dos principais bancos dos quais os trabalhadores recebem seus honorários”, diz a diretora comercial Silvia Werther.
Educação, a base – O crescimento do número de clubes de investimentos comprova o êxito do projeto de popularização do mercado acionário. A iniciativa mais recente da Bovespa foi o lançamento, em fevereiro, do Projeto Educar, para criar uma cultura de formação de poupança e patrimônio, orientando sobre a gestão do dinheiro e o controle do orçamento doméstico. Cursos e palestras sobre planejamento de finanças pessoais e tipos de investimento serão ministrados a seis diferentes públicos: Bovespa Júnior (jovens de 11 a 15 anos); Bovespa Teen (jovens de 15 a 18 anos); Bovespa Máster (universitários e adultos); Bovespa Família (membros adultos das famílias); Mulheres em Ação (público feminino) e Bovespa Sênior (terceira idade).
Segundo o assessor de Marketing e Comunicação da Bovespa, Luis Abdal, a idéia de ensinar educação financeira para a comunidade surgiu da experiência na condução do “Bovespa Vai Até Você” e o programa educacional da Bolsa. “Percebemos que havia uma demanda por informações básicas sobre os conceitos da educação financeira. Assim, criamos cursos e palestras com conteúdo didático e linguagem diferenciada por público-alvo”.
Os cursos ensinam a lidar com pequenos gastos, controlar a mesada e o orçamento familiar. Para cada grupo foi desenvolvida uma cartilha. Os cursos terão duração de quatro ou seis horas e serão ministrados por profissionais treinados pela Bovespa. O projeto será iniciado em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, seguindo-se Curitiba e Fortaleza. Escolas, universidades, sindicatos e outras instituições interessadas podem solicitar cursos e palestras para grupos fechados. As inscrições devem ser feitas por meio do site www.bovespa.com.br/educacional, telefone: (011) 3233-2438 ou e-mail: visite@bovespa.com.br.
|
|
|
Juventude renovada
Fundado em 2003, o grupo Ação Jovem do Mercado de Capitais está passando por um processo de revitalização. Estruturado, o grupo começa a consolidar suas atividades e unir forças com instituições semelhantes. “Ampliamos o número de conselheiros e ganhamos representatividade entre grupos de jovens da Fiesp/Ciesp, da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e da Conarje (Confederação Nacional do Jovem Empresário)”, explica o presidente do grupo, Carlos Souza Barros.
O grupo Ação Jovem é uma associação sem fins lucrativos, com inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes e formado, principalmente, por jovens que atuam no mercado financeiro e que dão prioridade ao crescimento por meio do fortalecimento do mercado de capitais. A iniciativa tem o objetivo de conscientizar o público jovem sobre a importância de um mercado de capitais forte e ativo para o desenvolvimento sustentado do País.
Segundo o conselheiro do Ação Jovem, do Núcleo de Jovens Empreendedores da Fiesp/Ciesp e também da Conarje, Gabriel Feliz Neto, a parceria entre os jovens ligados às duas entidades de classe se consolidou e permite a realização de projetos com apoio mútuo. “Além de ser importante manter um bom relacionamento com entidades semelhantes, a união com o Ação Jovem aproxima pessoas com qualidade para o debate e de potenciais investidores do futuro”, argumenta.
Para o secretário-executivo do núcleo de jovens da ACSP, Nilson de Paiva, que ajudou a criar o Ação Jovem do Mercado de Capitais, o objetivo da parceria se baseia em três pilares: capacitação, relacionamento empresarial e representatividade. “Ganha todo mundo com a ação conjunta, que vai garantir, por exemplo, a realização do 10° World Summit of Young Entrepreneurs, evento que acontecerá entre os dias 15 e 17 de março no Anhembi e irá reunir jovens empreendedores e líderes de empresas de mais de 70 países para promoção de joint ventures”, comemora.
PERFIL DO JOVEM BRASILEIRO – Neste ano, o grupo também quer se expandir para outros estados, iniciando suas atividades no Rio e em Curitiba. Além disso, planeja ampliar a atuação em projetos voltados para a promoção da cidadania, como o programa de visitas monitoradas pelo Poder Executivo, em Brasília. Entre as metas do grupo destaca-se a encomenda de uma pesquisa sobre o perfil do jovem brasileiro, para a faixa de 22 a 35 anos, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná, que está sendo realizada pelo Data Popular desde dezembro do ano passado.
Trata-se de uma pesquisa qualitativa inédita, para ajudar a definir as ações futuras do Ação Jovem. “Queremos saber o que pensa o jovem brasileiro, principalmente em ano de eleições presidenciais. Questionamos, por exemplo, sua ética no trabalho e, assim, vamos traçar o perfil de pessoas que dentro de cinco a dez anos estarão em cargos de gerência ou chefia”, enfatiza Souza Barros. |
| |
| |
| |
voltar |
|
| |
|
|
| |
|
 |